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Escola Anna Nery Revista de Enfermagem completa 20 anos

Nos dias 29 e 30 de novembro de 2017, no espaço do X SINPEn, estaremos celebrando os 20 anos da...

Informação 1

A Escola Anna Nery Revista de Enfermagem está filiada ao Committee on Publication on Ethics (COPE)

Informação 3

Taxas de Publicação e Tradução de Artigos
Mais Notícias

Volume 11 , Número 3 , Jul/Set - 2007

EDITORIAL

1  - Escola Anna Nery Revista de Enfermagem: importância e desafios para a difusão dos conhecimentos para profissão

Antonio José de Almeida Filho

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 399-402

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FAC-SÍMILE

2  - Apresentação

Antonio José de Almeida Filho; Lúcia Helena Silva Corrêa Lourenço; Fernando Ramos Porto

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 403-408

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PESQUISA

3  - Pós-operatório de transplante renal: avaliando o cuidado e o registro do cuidado de enfermagem

Keroulay Estebanez Roque; Enirtes Caetano Prates Melo; Teresa Tonini

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 409-416

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Objeto foi avaliação do cuidado e do registro de enfermagem no pós-operatório de transplante renal. Os objetivos foram identificar os cuidados de enfermagem registrados nos prontuários de clientes no pós-operatório de transplante renal; discutir as implicações dos registros para o cuidado de enfermagem e avaliar os cuidados de enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo e observacional, realizado na Unidade de Transplante Renal de um hospital geral, localizado no Rio de Janeiro. Foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, e também houve a autorização da instituição pesquisada. Foram analisados 23 prontuários no período de maio a julho de 2005. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados: formulário e observação sistematizada. Os resultados demonstram que o registro de enfermagem esteve presente nas 24 horas durante o período de internação, porém contemplava apenas a dimensão biológica do cuidado. As ações de cuidar ricas em subjetividade não foram registradas, apesar de ofertadas

Palavras-chave: Controle de Formulários e Registros. Cuidados de Enfermagem. Avaliação

 

4  - O cuidado especializado do egresso da residência em enfermagem do Instituto Nacional de Câncer - INCA

Carlos Joelcio de Moraes Santana; Gertrudes Teixeira Lopes

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 417-422

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O objeto do estudo é o cuidado de enfermagem prestado pelos egressos da residência em enfermagem do INCA. Com objetivo de caracterizar a prática dos egressos da residência em enfermagem no CEMO (Centro de Transplante de Medula Óssea). Utilizaram-se os conceitos de especialista de Patrícia Benner e da United Kingdom Council Center (UKCC). Trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada no CEMO em julho de 2004. Os sujeitos do estudo foram nove enfermeiros egressos da residência em enfermagem, da área de oncologia clínica, atuantes no CEMO desde 1991, data do início das contratações dos egressos. Utilizou-se a técnica de Grupo Focal para coletar os dados. A análise seguiu a orientações de análise temática, segundo Minayo. Os resultados evidenciaram a categoria "Cuidado Especializado do Egresso da Residência", que abrangeu temas relacionados com protocolo/tratamento/farmacologia, prescrição de enfermagem, orientação e experiência, e esperança e complexidade. Concluiu-se, portanto, que o trabalho realizado pelos egressos da residência de enfermagem no CEMO é especializado.

Palavras-chave: Enfermagem. Internato e Residência. Especialização. Enfermagem Oncológica. Transplante de Medula Óssea

 

5  - Entre ganhos e perdas simbólicas: a (des) mobilização das enfermeiras que atuaram na Segunda Guerra Mundial

Alexandre Barbosa de Oliveira; Tânia Cristina Franco Santos

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 423-428

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Estudo histórico-social.
OBJETIVOS: descrever as circunstâncias que ensejaram a mobilização e a desmobilização do primeiro grupamento feminino de enfermagem do Exército que atuou no Serviço de Saúde da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial e analisar os efeitos simbólicos advindos da atuação deste grupamento. As fontes primárias constituíram-se de depoimentos orais, documentos escritos e/ou oficiais, jornais da época e biografias. As secundárias foram compostas do acervo bibliográfico existente sobre a referida temática. Os achados foram iluminados pelos conceitos de habitus e campo do sociólogo Pierre Bourdieu, que evidenciaram ganhos e perdas simbólicas processadas por ocasião da mobilização e da desmobilização destas voluntárias para a guerra. Conclui-se que das lutas simbólicas travadas, as enfermeiras acabaram sofrendo os reflexos da dominação masculina orquestrada no contexto político-social do Brasil à época, o que trouxe como conseqüência a (re) atualização de seu habitus.

Palavras-chave: História da Enfermagem. Enfermagem Militar. Memória

 

6  - A institucionalização da enfermagem pediátrica: os cursos das Escolas Públicas do Rio de Janeiro (1986-1999)

Jakcilane Rosendo de Gois; Priscila dos Anjos Fonseca; Suzy Groeger Lapa; Isabel Cristina dos Santos Oliveira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 429-436

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Trata-se de um estudo na perspectiva histórica, tendo como objetivo caracterizar os cursos de especialização em enfermagem pediátrica e neonatal das escolas de enfermagem públicas do Estado do Rio de Janeiro (1986 a 1999). As fontes primárias escritas são os relatórios e a legislação dos cursos existentes nos departamentos das escolas de enfermagem e nos acervos históricos das universidades. Em 1986, foram criados 2 cursos de especialização em enfermagem pediátrica (EEAN/UFRJ e EEAAC/UFF) e em 1992, um curso de especialização em enfermagem neonatal (FENF/UERJ). Constatou-se que os referidos cursos eram diferentes entre si, já que o da EEAN/UFRJ e FENF/UERJ enfocavam, em destaque, a criança no cenário hospitalar, e o da EEAAC/UFF abordava, também, a criança na comunidade. Conclui-se que a criação e a implementação dos três cursos demarcam a institucionalização da especialidade enfermagem pediátrica no Estado do Rio de Janeiro.

Palavras-chave: Enfermagem. Pediatria. Especialização. História da Enfermagem

 

7  - Presença da família nas unidades de terapia intensiva pediátrica e neonatal: visão da equipe multidisciplinar

Rosemeire Cristina Moretto Molina; Patrícia Louise Rodrigues Varela; Sonia Aparecida Castilho; Luciana Olga Bercini; Sonia Silva Marcon

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 437-444

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O presente estudo tem por objetivo compreender a visão da equipe multidisciplinar quanto à presença da família nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e neonatal. A pesquisa teve como eixo norteador a abordagem qualitativa. Para a análise e interpretação dos dados, optou-se pela análise de conteúdo. Os dados foram coletados em junho de 2006, por meio de entrevista semi-estruturada junto a 25 profissionais atuantes nas UTI pediátrica e neonatal de dois hospitais na região noroeste do Estado do Paraná. Do discurso destes profissionais, desvelou-se o conflito íntimo vivenciado por cada um com relação à presença da família nas unidades. Conclui-se que o primeiro passo para a mudança e melhor aceitação dos familiares dentro da UTI é sensibilizar os profissionais quanto à importância da presença da família para a criança em momentos de crise, como na hospitalização.

Palavras-chave: Cuidado da criança. Unidade de Terapia Intensiva. Relações Profissional-Família

 

8  - Gravidez em adolescentes de uma unidade municipal de saúde em Fortaleza - Ceará

Conceição de Maria Arcanjo; Maria Ivoneide Veríssimo de Oliveira; Maria Gorete Andrade Bezerra

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 445-451

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Estudo quantitativo com objetivo de conhecer a gravidez na adolescência em unidade municipal de saúde, Fortaleza-CE. A amostra foi composta por 40 adolescentes. Como resultado, encontramos: 20% estavam entre 14 e 15 anos, 7,5% eram solteiras, 5%, casadas, 7,5% tinham união consensual; 60% tinham entre 16 e 17 anos, 5% eram solteiras, 7,5%, casadas, 47,5% tinham união consensual; 20% tinham entre 18 e 19 anos, 12,5% eram solteiras, 7,5%, casadas. E, ainda: 17,5% tiveram experiência do aborto, 50% deixaram de estudar por causa da gravidez, 25% não gostam de estudar, 20% não acham importante, 57,5% iniciaram pré-natal com três a quatro meses de gestação, 80% dos pais assumem a paternidade, 70% delas continuavam morando com a família, 70% receberam orientações sobre gravidez, 60% não utilizavam método contraceptivo, 37,5% desejam ser dona de casa, 27,5% não têm planos para o futuro. Concluímos que as adolescentes engravidam em faixa etária precoce, não percebem os riscos inerentes à gravidez e deixam de lado o estudo, lazer, vaidade ou mesmo perspectivas para o futuro. A nosso ver, o estudo pode contribuir para o redimensionamento do trabalho com adolescentes na unidade local do estudo.

Palavras-chave: Cuidado Pré-Natal. Gravidez na Adolescência. Aborto Espontâneo

 

9  - Avaliação da assistência materno-infantil prestada por uma equipe rural do Programa Saúde da Família

Claudete Costa De Lima; Rosângela Minardi Mitre Cotta; Ana Augusta Monteiro Cavalcante; Poliana Cardoso Martins

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 452-458

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O presente estudo visa avaliar a qualidade da assistência à saúde infantil e as estratégias implementadas no serviço de puericultura de uma equipe do Programa de Saúde da Família, do município de Teixeiras-MG, enfocando a situação de saúde e nutrição das famílias estudadas. Investigaram-se os prontuários de todas as puérperas (49) acompanhadas pela assistência pré-natal e selecionaram-se os prontuários (26) dos recém-nascidos que compareceram à consulta do serviço de puericultura. A média de idade materna foi 27,5 anos (± 5,5). A maioria das mães (81,8%) teve gestação a termo. O peso médio das crianças ao nascer foi de 3.060 (±448 g), 63,6% compareceram a menos de 4 consultas durante o período estudado, 100% das crianças eram amamentadas e apenas 8,3% referiram história de internação hospitalar. Os resultados permitiram a identificação de importantes informações sobre a qualidade da assistência prestada ao grupo materno-infantil e contribuíram para auxiliar o planejamento de ações efetivas que possibilitaram um melhor conhecimento das condições de saúde.

Palavras-chave: Criança. Serviços de Saúde. Programa Saúde da Família

 

10  - O desafio de implantar a sistematização da assistência de enfermagem sob a ótica de discentes

Lucimar Ramos Ribeiro Gonçalves; Inez Sampaio Nery; Lídya Tolstenko Nogueira; Elisiane Gomes Bonfim

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 459-465

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Estudo com abordagem qualitativa objetivando discutir aspectos relativos ao projeto de implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem - SAE em uma maternidade pública, segundo a ótica de discentes de enfermagem da UFPI. O estudo foi desenvolvido com 28 alunos, por meio de relatos escritos, agrupados em três categorias, cuja análise dos conteúdos possibilitou a caracterização das unidades de significação. Os resultados mostraram que a SAE, apesar da resistência inicial dos profissionais de saúde à sua adoção, favoreceu o aprendizado do cuidado de enfermagem e a assistência oferecida à clientela e repercutiu na satisfação discente, das usuárias do serviço e de familiares. Na operacionalização da SAE foram apontadas dificuldades relativas ao preenchimento dos formulários adotados. Os discentes valorizaram a SAE como instrumento metodológico necessário ao desempenho da prática profissional, bem como consideraram que a participação na implantação do projeto tornou oportunas as condições para exercitá-la com autonomia na vida profissional.

Palavras-chave: Saúde da Mulher. Enfermagem. Assistência de Enfermagem

 

11  - O efeito da deambulação na duração da faze ativa do trabalho de parto

Fabiana Villela Mamede; Ana Maria de Almeida; Ana Márcia Spanó Nakano; Flávia Azevedo Gomes; Marislei Sanches Panobianco

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 466-471

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O trabalho teve como objetivo analisar a associação entre a deambulação e a duração da fase ativa do trabalho de parto. Metodologia: estudo analítico de intervenção do tipo quase experimental. Fizeram parte do estudo 80 parturientes primíparas, admitidas em trabalho de parto espontâneo, no início da fase ativa. Instrumentos de coleta de dados: podômetro para medir a distância percorrida em metros, Escala Visual Numérica (EVN) de dor, formulário para o registro de dados. Resultados: as participantes percorreram uma distância média de 1.624 metros, 63,09% da fase ativa do trabalho de parto e em um tempo médio de 5 horas. Verificou-se que a quantidade deambulada durante as três primeiras horas da fase ativa está associada a um encurtamento do trabalho de parto, sendo que a cada 100 metros percorridos ocorreu uma diminuição de 22 minutos na primeira hora, 10 minutos na segunda hora e 6 minutos na terceira hora.

Palavras-chave: Trabalho de Parto. Dor. Deambulação

 

12  - Perfil da mortalidade materna em maternidade pública de Teresina - PI, no Período de 1996 a 2000: uma Contribuição da Enfermagem

Francisca Maria do Nascimento; Maria de Fátima Sá Dantas; Regina Luzia Alencar Bezerra; Inez Sampaio Nery

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 472-478

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Estudo quantitativo retrospectivo com objetivo de caracterizar o perfil da mortalidade materna em uma maternidade pública de Teresina-PI, no período de 1996 a 2000. O universo constou de 107 óbitos maternos, cujos instrumentos foram: prontuários, declarações dos óbitos, livro de registros e relatórios da enfermagem, coletados em setembro a dezembro de 2004 em formulário estruturado. Os dados relativos aos aspectos socioeconômicos e pessoais revelaram como procedência os Estados: Piauí (73), 33 da capital e 40 de outras cidades; Maranhão (33); e Pará (1). A maioria das mulheres era casada, tinha idade entre 20 e 30 anos, um a três filhos, ensino fundamental incompleto e era do lar. Os dados obstétricos na maioria revelaram a não-realização de seis consultas pré-natais, era a primeira gravidez, parto cesariano e admissão em estado grave. Destacaram-se como causas dos óbitos: infecções, hipertensão e hemorragias. Conclui-se que a mortalidade materna é problema grave, necessitando melhoria assistencial nos serviços de saúde.

Palavras-chave: Enfermagem. Mortalidade Materna. Saúde da Mulher

 

13  - Vivências de mulheres com diagnóstico de doença sexualmente transmissível - DST

Maria Alix Leite Araújo; Claudia Bastos da Silveira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 479-486

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As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) constituem problema de saúde pública em virtude da sua alta ocorrência. Nas mulheres, o controle é um desafio devido às implicações sociais e de gênero. Esse estudo objetiva conhecer como as mulheres vivenciam o diagnóstico de uma DST e as repercussões da revelação desse diagnóstico ao parceiro sexual. Estudo exploratório-descritivo desenvolvido em uma unidade de saúde de referência para DST de Fortaleza-Ceará. A coleta de dados foi realizada nos meses de fevereiro e março de 2006 e analisada em duas categorias: vivências das mulheres com o diagnóstico da DST e repercussões da revelação do diagnóstico da DST ao parceiro sexual. Constatou-se que a ocorrência de uma DST resulta em impacto negativo para as mulheres em relação ao convívio social e ao relacionamento com o parceiro sexual. O aconselhamento desempenha papel fundamental para redução do estresse. Os serviços de saúde devem valorizar os aspectos emocionais relacionados ao diagnóstico da DST, visando contribuir com a melhoria da qualidade de vida das mulheres e na abordagem do parceiro.

Palavras-chave: Doenças Sexualmente Transmissíveis. Saúde da Mulher. Atenção Primária à Saúde. Diagnóstico Clínico

 

14  - A Qualidade de Vida no Trabalho de Enfermagem

Sheila Nascimento Pereira de Farias; Regina Célia Gollner Zeitoune

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 487-493

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O presente estudo teve como objetivo construir com os trabalhadores de enfermagem de Saúde Pública de um Centro Municipal de Saúde (CMS) uma proposta de indicadores de Qualidade de Vida no Trabalho a partir da percepção dos mesmos. Utilizou-se da abordagem qualitativa, tendo como local de estudo um CMS localizado no município do Rio de Janeiro; os sujeitos foram 34 profissionais da equipe de enfermagem, representando 100% do grupo, a saber: 7 enfermeiros, 3 técnicos de enfermagem e 24 auxiliares de enfermagem. Foi utilizado grupo focal para obtenção dos dados. Como resultados, os trabalhadores apontaram como indicadores de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT): a inter-relação pessoal, a comunicação interprofissional, as condições de trabalho, a organização e divisão do trabalho, os direitos no trabalho, a motivação e segurança. Neste sentido, conclui-se pela necessidade do desenvolvimento de programas que apóiem a qualidade de vida dos trabalhadores nas unidades de enfermagem em Unidades Básicas, considerando os fatores apontados pelos profissionais como elementos que caracterizam a QVT.

Palavras-chave: Enfermagem. Saúde Ocupacional. Qualidade de Vida

 

15  - O docente de enfermagem e sua representação sobre a formação profissional

Juliana Rodrigues; Maria de Fátima Mantovani

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 494-499

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Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, cujo objetivo foi identificar a representação do docente sobre a formação do enfermeiro. Foram entrevistados 22 enfermeiros docentes do curso de graduação em Enfermagem de duas instituições de ensino superior da cidade de Curitiba. Os preceitos éticos foram respeitados, e o projeto foi aprovado pelo Comitê do Setor de Ciências de Saúde da Universidade Federal do Paraná. As entrevistas foram gravadas e transcritas, e os relatos, analisados por meio técnica da Análise de Conteúdo. O tema que emergiu dos discursos foi: A representação do perfil do enfermeiro formado pela instituição. Este tema possibilitou a composição de três categorias: enfermeiro crítico-reflexivo, humanista e autônomo. Consideramos que a representação dos docentes sobre a formação do enfermeiro afasta-os cada vez mais do paradigma tradicional, aproximando-os do paradigma emergente que propõe a metodologia do aprender a aprender, e que suas representações estão ancoradas na legislação vigente e na missão da universidade: ensino, pesquisa e extensão.

Palavras-chave: Enfermagem. Prática Profissional. Ensino Superior. Educação em Enfermagem

 

REFLEXÃO

16  - Enfermagem e história da enfermagem: aspectos epistemológicos destacados na construção do conhecimento profissional

Vilma de Carvalho

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 500-508

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Trata de discutir o tema designado como "A Construção do Saber de História da Enfermagem" com dois objetivos: 1. contribuir na ampliação do espaço dos pesquisadores da enfermagem justificando seus direitos em relação aos objetos de estudo ligados às disciplinas de sua formação profissional - Enfermagem e História da Enfermagem; e 2. ressaltar conceitos para uma epistemologia da enfermagem considerando aspectos da construção do conhecimento potenciais para reduzir dificuldades nas pesquisas da enfermagem, em especial no interesse da história da enfermagem brasileira. A abordagem parte da atitude intelectual face ao assunto e é colocada segundo uma postura crítica coerente com conjeturas e reflexões acerca de aspectos epistemológicos destacados na construção do conhecimento profissional, com mais pertinência ao pensar sobre Enfermagem - seu saber e sua história. As considerações visam a idéia representada pela questão de conhecimentos em construção a meio caminho entre subjetividade e objetividade - aspectos epistemológicos desses conhecimentos, e como sucedem no campo epistêmico. A Enfermagem e a História da Enfermagem são focalizadas como um conjunto de elementos relativos à prática social da profissão e outros radicados nas determinações históricas. A autora trata o assunto com base em conceitos epistemológicos (Canguilhem e Barchelard) relativamente ao que se deve compreender por "história das ciências" e numa perspectiva do que se possa compreender por "a atualidade da história das ciências".

Palavras-chave: Enfermagem. História da Enfermagem. Formação de Conceito. Epistemologia

 

17  - O significado do pensar/fazer da prática do enfermeiro: uma revisão sistemática em artigos da REBEn 1932-1971

Sonia Mara Faria Simões

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 509-514

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A pesquisa teve por objetivo analisar compreensivamente o significado atribuído ao pensar/fazer da prática do enfermeiro. Utilizou o método de revisão sistemática, tendo como pressuposto a concepção da Enfermagem dialógica e a interpretação na ótica de Martin Heidegger. A amostra, composta por trinta e três publicações, foi selecionada a partir da Revista Brasileira de Enfermagem no período de 1932 a 1971. A análise dos textos revelou que o pensar/fazer caminhou de uma Enfermagem essencialmente técnica para uma Enfermagem relacional que visava prioritariamente o mundo social e de saúde. Posteriormente, emerge a Enfermagem dialógica, estabelecida na relação enfermeiro/cliente através da ponte dada pela sistematização da assistência aos clientes. Assim, a Enfermagem brasileira demonstrou a busca por um habitat profissional próprio e autêntico, mas que acabou se restringindo ao mundo acadêmico ao longo dos últimos 30 anos. Na atualidade, acredito ser urgente para a comunidade da Enfermagem discutir suas especificidades epistemológicas contribuindo para um habitat social e profissional próprio.

Palavras-chave: Enfermagem Prática. Filosofia em Enfermagem. Teoria de Enfermagem

 

18  - Aplicação de estruturas conceituais na consulta de enfermagem à família

Lígia Barros Costa; Alane Andréa Souza Costa; Maria Roselise Bezerra Saraiva; Maria Grasiela Teixeira Barroso

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 515-519

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Estudo analítico-descritivo, no qual se objetiva refletir sobre a aplicação do Modelo de Atividades de Vida, de Roper, Logan e Tierney, e do Modelo de Autocuidado, de Orem, como base conceitual na prática de Enfermagem com famílias, em atenção primária de saúde. O interesse pelo estudo emergiu da necessidade de dotar a Unidade do Cuidado de Enfermagem do Centro de Desenvolvimento Familiar (UCE/CEDEFAM) de um corpo teórico que favoreça o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e cuidado. Foi possível constatar que existe coerência semântica entre os modelos, o que torna compatível a sua utilização concomitante, mesmo que em etapas diferentes do processo de cuidar. Esta constatação permitirá ampliar a base conceitual atualmente empregada no cuidado de Enfermagem à família no CEDEFAM.

Palavras-chave: Modelos de Enfermagem. Autocuidado. Saúde da Família. Cuidados Primários de Saúde

 

REVISÃO

19  - A importância do cuidador no contexto da saúde do idoso

Marcia Duarte Moreira; Célia Pereira Caldas

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 520-525

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Trata-se de um estudo bibliográfico que busca discutir a temática "idoso dependente de cuidados e a capacitação do cuidador no contexto domiciliar". A análise foi realizada a partir de autores que desenvolveram estudos sobre envelhecimento com dependência, cuidado familiar e ações direcionadas ao cuidador informal. Os temas destacados para esta análise foram: o papel do cuidador informal no cuidado do idoso dependente; a vivência de ser um cuidador familiar; e os modelos de atenção e suporte direcionados ao cuidador informal. O estudo demonstra a importância da ampliação de estratégias que tenham o cuidador como sujeito principal, cabendo ao profissional de saúde e às políticas públicas valorizarem a rede de suporte ao idoso dependente. Esta rede é importante como base do processo de cuidar com qualidade.

Palavras-chave: Cuidadores. Idoso. Família

 

RELATO DE EXPERIÊNCIA

20  - Intercâmbio internacional EEAN/UFRJ e Instituto Superior de Ciências de Saúde da República de Moçambique: criando as bases de uma cooperação técnico-educacional

Marléa Chagas Moreira; Neide Aparecida Titonelli Alvim; Maria Antonieta Rubio Tyrrell; Ivone Evangelista Cabral; Lidia Monjane; Domingos E. Tuto

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 526-529

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O estudo visa descrever as atividades desenvolvidas durante visita de trabalho de uma delegação do Instituto Superior de Ciências da Saúde da República de Moçambique (ISCISA) na Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ, bem como as primeiras repercussões que culminaram em proposta de convênio entre estas instituições. O propósito foi o estabelecimento de cooperação e intercâmbio internacional para formação e qualificação de recursos humanos em enfermagem. Como resultado dessa visita, foi assinada uma Carta de Intenção entre EEAN/UFRJ e ISCISA, cujas primeiras repercussões foi a realização de uma Reunião Científica no Brasil e uma Missão Brasileira de cooperação técnico-educacional em Moçambique.

Palavras-chave: Enfermagem. Intercâmbio Educacional Internacional. Pesquisa

 

21  - Gerenciamento inter(rel)ações humanas no Programa Fábrica de Cuidados

Eva Maria Costa; Nébia Maria Almeida de Figueiredo; Eduardo Gusmão; Teresa Tonini; Abilio Tozini; Wilma Ferreira Araújo

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 530-536

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Trata da experiência de oito anos da implantação do Programa "Fábrica de Cuidados - um espaço para criar modelos e tecnologias em saúde". Questão norteadora: quanto tempo é necessário para a criação de relações seguras/sustentáveis entre docentes e comunidade e que problemas/dificuldades são vividos no cotidiano de gerenciar um programa comunitário?
OBJETIVOS: Identificar as facilidades/dificuldades destacadas nas relações entre os gestores e as comunidades, caracterizando-as; e discutir as implicações destas facilidades/dificuldades para o gerenciamento do Programa. Método qualitativo e estudo exploratório-descritivo. Os resultados indicam a necessidade de: a) conhecer e confiar no outro; b) tempo e disponibilidade; c) controle do processo.
CONCLUSÃO: Necessitamos de 10 anos para fortalecer vínculos de confiança no trabalho e nas relações. Houve exigências de ceder e avançar nos desejos e nas necessidades de cada grupo, mas a experiência tem propiciado aprender buscar coletivamente outros caminhos e "fugas" para resolução de problemas da comunidade.

Palavras-chave: Inter-relação. Gerência. Organização e Administração

 

22  - Interfaces da história da enfermagem: a contribuição da Associação Brasileira de Enfermagem

Isabel Cristina Kowal Olm Cunha; Maria Cristina Sanna

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 537-539

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No contexto de transformação pela qual passou a Enfermagem brasileira, a Associação Brasileira de Enfermagem foi e é protagonista no cenário de compromisso com a categoria e a produção e difusão do conhecimento. A ABEn, como entidade representativa dos enfermeiros, liderou este processo, e neste artigo lança-se um olhar atento de avaliação do passado, entendendo o presente e, mais que tudo, desenhando as possibilidades para o futuro. Nessa perspectiva, o projeto de preservação do acervo e resgate da história da associação, em parceria com o NUPHEBRAS / EEAN, é um marco histórico que se reveste de importância para as próximas gerações de enfermeiros. Ao fazer o seu dever de conservar seu Centro de Documentação, disponibilizá-lo aos abenistas e às novas gerações, a ABEn reitera o seu compromisso com a história da Enfermagem brasileira, dando o exemplo que espera que frutifique.

Palavras-chave: História da Enfermagem. Sociedades de Enfermagem. Enfermagem

 

CARTA AO EDITOR

23  - Homenagem internacional a ilustre enfermeira peruana Susana Espino Muñoz - pela ALADEFE/UDUAL na Espanha

Ana María Heredia

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007;11(3): 540-545

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